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Tirei o mês passado a nossa pequena produção de batatas. E assim achei bom deixar aqui alguns tópicos sobre como correu a produção.
Colocamos alguns quilos de variedade Agria (certificadas Bio), tendo sido a adubação da parcela feita com sementeira de Tremocilha destroçada antes da floração.
Inicialmente fizemos a rega com aspersores, mas após a monda passamos para rega gota-a-gota.
Tentamos regar sempre de manhã, para evitar níveis de humidade, mas um
certo dia fizemos uma rega mais demorada ao fim do dia e penso que se
criou as condições de humidade e temperatura para o desenvolvimento de
míldio da batateira. Como ainda não se contava com o aparecimento do
míldio ainda não se tinha aplicado calda Bordalesa.
Cortei manualmente as folhas com marcas , e fiz a aplicação de calda bordalesa, mantendo a folha sempre com aspecto de pulverização. Após pequenas chuvas renovei a aplicação da calda, tendo em conta sempre os limites máximos de Cobre por hectare, conforme regulamento de agricultura biológica.
Para mais informações sobre a doença recomendo a leitura do seguinte folheto:
http://www.drapc.min-agricultura.pt/base/geral/files/relatorio_actividades_eab_2008_anexo_mildio_batata.pdf
Recomendo ainda um estudo , elaborado pelo Eng. Jorge Ferreira, que podem consultar no site da agrosanus:
http://www.agrosanus.pt/doc/batatabio-fl.pdf
Como a calda é preventiva o resultado não era esperançador, mas apenas uma pequena parte da parcela ficou destruída ou com produção reduzida.
Após a apanha, verificou-se realmente os locais com menor produção eram onde o míldio se tinha notado mais. Mas ficou dentro dos valores de produção esperados.
Deve-se ter em atenção em referenciar a parcela de forma a que a rotação de produções tenha em conta a doença, evitando produção no mesmo local de batatas e tomates nos próximos anos.
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